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Anatomia do cone medular do cachorro-do-mato (Cerdocyon thous) aplicada à via epidural de administração de fármacos

  • Anatomia do cone medular do cachorro-do-mato (Cerdocyon thous) aplicada à via epidural de administração de fármacos

    Artur da Nóbrega Carreiro, Brunna Muniz Rodrigues Falcão, Fabiana Cristina da Silva Morais, Ana Yasha Ferreira de La Salles, José Rômulo Soares dos Santos, Danilo José Ayres de Menezes, Gildenor Xavier Medeiros

    Resumo

    O acesso à via epidural é de grande importância para diversos procedimentos realizados tanto na clínica como na cirurgia veterinárias. A necessidade de se conhecer a respeito da anatomia e topografia desta região é imprescindível para que o médico veterinário possa obter sucesso em tais técnicas.Com o intuito de determinar a melhor localização para realização da técnica de acesso à via epidural, quer para anestesia epidural, exames de mielografia, coleta de líquor, entre outros, o presente trabalho teve como objetivo descrever a anatomia do cone medular de cachorro-do-mato (Cerdocyon thous), particularmente sua esqueletopia. Para a realização do presente trabalho seis animais adultos, de ambos os sexos, foram dissecados, retirando-se a musculatura da coluna lombar e sacral para identificação das vértebras, as quais foram seccionadas em seus arcos vertebrais para exposição da medula espinhal. Foi identificado o cone medular, medido com auxílio de paquímetro e identificada a sua esqueletopia. Foi observado, em todos os animais estudados, a presença de sete vértebras lombares (L). O cone medular mostrou-se com a base situada em L5 (50% dos animais), ou entre L5 e L6 (50%) e o ápice em L6 (66.7%), entre L6 e L7 (16.7%) ou em L7 (16.7%). O comprimento médio do cone medular observado foi de 16.62 + 7.33 mm. Como o ápice do cone medular não ultrapassa o espaço lombossacro. Concluímos que neste espaço é possível a realização do acesso ao espaço epidural sem riscos de lesionar a medula espinhal do animal.

    Palavras-chave

    anestesia , canídeo , medula espinal , morfometria

    Texto completo:

Mar.

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